Pular para o conteúdo principal

A Violência Inata

Por: Adna Souza

Em todos os lugares e tempos a criminalidade existiu sucedendo se de diversas formas. Violência antigos ainda existem e novos surgiram, mesmo os avanços científicos e tecnológicos não aniquilam esse mal da face da terra. O que pode explicar isso? Será que ela é fenômeno natural? 
De acordo com Sartre, o uso da violência seja um das características comuns em todos os seres vivos sendo que muitos acreditarão ser possível viver sem a violência. A violência é parte do homem, ou seja, viver sem ela seria como viver sem um braço, uma perna, com isso sua extinção alvo impensável, assim podemos afirma que os instintos de competitividade e de derrotar seu oponente.
Jean Jacques Rousseau, no século XVIII defende que o ser humano é bom a sociedade o corrompe, ou seja em sua essencial as pessoas são pacíficas, porem são influenciadas a modificar seu estado em original. Emile Durkheim no século XX defende que em sua essencial o homem é resultado da coesão social, que é exercida de instituições como família, escola, igreja.
 Através da análise social e estudos de autores de diferentes épocas podemos identificar os impulsos que levaram as pessoas se odiarem, a cometerem atrocidade. 
Diversas ideias sugiram a partir século XVII por meio Dos pensamentos de Thomas Hobbes  até pensadores mais modernos como Sigmund Freud, no século XX, tratam a violência como natural ao homem.
A violência este relacionada com desejo de destruição, a não aceitação do diferente, remetendo ao narcisismo o amor a si próprio. A violência precede a lei, ela é um dos motivos para existência da tal, podendo estar delegada ao Estado que pode incita lá, ou controla lá por meio do poder de polícia. É difícil imaginar a sociedade atual sem indivíduos agressivos, sendo essa uma forma de autodefesa da dominação cometida pelo outro.
Para Marx Weber a violência é uma das armas e direitos do Estado sendo ele o único capaz de usa ló de forma legal, mesmo que sejam excedidos seus métodos e intensidade, por essa razão aplicados pesa polícia e forças armadas é tratado como uma ferramenta tanto construtora como destrutiva, muitos impérios foram erguidos e mantidos por políticas assim como destruídos, mas o que vem a ser violência construtora? Violência construtora é a ideia de destruir algo para que outro se ponha em seu lugar dando assim a base fundamental da nova fundação.
Thomas Hobbes afirma que o homem é o lobo do homem, celebre frase incluída na obra Leviatã, ele quis dizer são seres que podem acabar com outros da mesma espécie, que o ser humano pelos seus próprios impulsos se volta uns contra os outros. O Leviatã conta sobre a dificuldade da união de indivíduos, devida ao egoísmo, tendo o estado o importante papel de uni-los.
Freud, diante da primeira guerra mundial, quis desvendar o mistério de tanto ódio e a destruição que causaram, onde usaram seu poder para exterminar seus inimigos. Freud (1856-1939) traz o conceito do idem, ego, superego, sendo que o idem são as pulsões, como os prazeres, violência; o superego é consciente carregado de atribuições proibições morais, culturais, sociais; o ego ele é o intermediário do idem e do superego, é ele que rege o prazer e a ordens sociais, impedido que as pulsões sejam mais presentes que os padrões de convivência; a arte, a produção cientifica, por exemplo, é maneira de sublimação dos institutos sexuais e agressivos, são formas de contenção de todos esses impulsos.
Ocorreram desenvolvimentos filosófico, cientifico, tecnológico, consequência dessa sociedade mutável, que junto com ela o comportamento do indivíduo se diversificou, mas a carga genética traz características primitivas da violência.
A agressiva e cada vez mais intima do individuo em outras eras ela se dissipava através de guerras e brigas, hoje com a então com a então chamada civilização nos agarramos a conceitos morais e jurídicos com medo que suas demonstrações se tornem atos de barbáries. Entretanto, deve se entender que tanto a agressividade quanto à passividade é uma forma de violência, por ignora uma ação aleia permite que a mesma se dissemine.
O preconceito é uma das formas de violência predominante atualmente, como a intolerância a grupos minoritários como ao negro, ao idoso, a mulher, ela remente a explicação de Freud, que fala da dificuldade de se aceitar o diferente.
O estado tanto contribui para guerra quanto para paz, de acordo com interesses de manutenção de poder, econômico, ele pode usar seus instrumentos legais para colocar grupos uns contra outros, como para conter conflitos, seguindo a linha de pensamento de Hannah Arendt.
A violência é um tema muito amplo discutida por diversos autores, que desde de Loock até escritores mais moderno como Freud a trata como própria as seres humanos, diante do que foi relatado no texto não podemos disse que ela meramente natural, mas que também deriva da postura social é resultado de vários fatores como biológicos, sociais, psicológicos.

Referência:

Colunastortas/acessado 26/06/2017:http://colunastortas.com.br/2014/07/29/a-violencia-das-torcidas-organizadas-para-quem-quer-entender/ 

ALMEIDA. Maria Graça: A Violência na Sociedade. Edipucrs.Ed.2010. Cap.1. 


Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

Nós e os outros

Por: Adna Souza O texto Todorov nos confronta com o questionamento “existem valores universais, que possam levar julgamentos para além das fronteiras, ou todos os valores são relativos”, provocado a reflexão do leitor a cerca da diversidade humana, aborda também o não respeito às diferenças. O título “Nós e os outros” deixa nítido o que irá ser retratado no texto o confronta mento da compreensão com o que é diferente, que não é uma tarefa fácil. O que remete ao etnocentrismo, defesa de um grupo de valores como correto e estabelecimento de tais como mundiais, estabelecendo um padrão, que generaliza o modo de ser do individuo, a cultura, os diversos comportamentos, os momentos diferentes durante a história. Tendo relatos no texto bastante antropocêntricos, dos quais chamam outras civilizações de selvagens, sendo que os métodos de pesquisa que foram criados pelos próprios filósofos, utilizando as analises preconceituosas. Na época analisada, os pensadores tentam retratar...