Por: Adna Souza
A educação nas últimas décadas se tornou mais acessível, a qual que já foram renegadas as mulheres, que há tempos atrás foi renegado a essas, que tinha como função ser donas de casa, onde seus maridos, pais, irmãos e filho eram o centro. O conhecimento as deu a noção que poderiam ser protagonistas de suas histórias, assim o feminismo aos poucos foi ganhando mais adeptas e força, apesar disso a antiga rivalidade entre as mulheres ainda estar muito presente em diversos ambientes.
A propagação do feminismo trouxe a reflexão e luta pela igualdade de gênero, pelo fim da violência, pela liberdade e pela sororidade entre as mulheres.
A palavra sororidade simboliza o amor fraterno, a união entre irmãs, ou seja, a união entre as mulheres, as feministas sabem que só com ela é possível construir suas conquistas. Essa diante de tantos conflitos femininos parece ser uma realidade distante, em diversas situações as mulheres encontram motivos para se dividir, como na escola, família, turma de amigas, até em movimento feminista. Essa polarização entre mulheres estar no subconsciente, uma das hipóteses é o fato de o patriarcado ainda ser muito presente nas famílias que tem os homens como centro, por serem esses em muitos casos os provedores financeiros.
O sexo masculino como centro no inconsciente das mulheres é um fator cultural que continua a ser semeado, pode ser atrelando ao Complexo de Édipo que é explanado por Sigmud Freud, ele explica que a paixão pelo pai no caso das meninas e pela mãe se for menino, que faz que a criança sinta ciúmes do pai ou mãe; a paixão é transferida na fase adulta, pela conquista a atenção dada pelo sexo oposto.
A atual fragmentação no feminismo entre mulheres brancas e negras, é justificativa pela diferença entre pautas da mulher negra e mulher brancas, sendo essa privilegiada, possivelmente a negra do início do século XXI ainda sofre muito mais do às brancas, tanto nos relacionamentos amorosos quanto no mercado de trabalho. As características da mulher negra, ainda são tidas “como não tão bonitas”, “como não tão ideais”, infelizmente apesar de todo avanço da valorização da beleza negra, inclusive nos meios de comunicação. Consequência disso é a solidão da mulher negra, que é abandonada até pelos próprios negros que preferem assumir compromisso com moças mais claras, inconscientemente esses homens querem embranquecer sua prole, pois se criou no imaginário que pessoas pertencentes a burguesia são brancas. Muitas mulheres ainda assumiram o papel da amante ou de namorada casual, como forma de anestesiar sua solidão ou por pura vontade.
No mercado de trabalho elas são a maioria das domesticas ou ocupam cargos cujo salário é menor, fato diretamente relacionado ao acesso deficitário a educação.
Os homens mesmo sem conhecimento histórico ou cientifico percebem que essas rivalidades são por causa deles e supostamente se “alegra” com essa disputa, hipoteticamente para eles não é interessante que a união entre mulheres ocorram.
A fragmentação feminina discutida no texto, talvez seja um dos fatores para que o avanço da luta feminista tenha ocorrido vagarosamente em relação à dinâmica social, porque a união torna a reivindicações mais fortes, fortalece todos os tipos de movimento social. Contudo, a probabilidade que a nova posição assumida pela mulher como provedora do lar, protagonista do mercado de trabalho, da politicas públicas e governamentais, pesquisas acadêmica, venha dar o destaque merecido a elas, assim tornando a conquista da admiração de uma mulher alvo de maior valor social.
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